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Tudo começou com o bom baiano Gustavo Teixeira, sempre irrequieto e empreendedor, que pensou que, tal qual outras sociedades já existentes, como a do Pé e Mão, o Quadril também deveria tentar agrupar médicos para estudar, desenvolver e divulgar os conhecimentos dessa articulação. Assim, Teixeira, tendo como presidente de honra Márcio Ibraim de Carvalho, uma das figuras mais marcantes da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, organizou e presidiu o primeiro Congresso Brasileiro do Quadril, ocorrido na cidade de Salvador, em 1981, no Hotel Meridien.Com a participação do Dr. Eduardo Salvati, do Hospital for Special Surgery, de Nova York, como convidado especial, o evento foi um sucesso, contando com a participação expressiva de aproximadamente 200 ortopedistas. Posteriormente, em 1982, no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, também em Salvador, na Bahia, em uma reunião que havia sido previamente marcada no programa oficial do Congresso, o mesmo grupo de médicos envolvido com a realização do primeiro grande evento de quadril, recebeu a incumbência de organizar o II Congresso Brasileiro do Quadril, em São Paulo, no ano de 1984, e também de elaborar o estatuto da nova Sociedade do Quadril que seria criada.
Naquele mesmo ano de 1982 foi formada a diretoria que organizaria o II Congresso do Quadril, assim constituída: Sérgio Rudelli – presidente, Emílio Noel Cordeiro – vice-presidente, Luiz Alves Ferreira – secretário, Emerson Honda – tesoureiro e José Carlos Affonso Ferreira – diretor científico.
Esse grupo redigiu ainda o primeiro estatuto da Sociedade Brasileira do Quadril. Nesse período, a diretoria da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, assim como muitos membros da entidade, temia pelo crescente aumento de sociedades de especialidades e totalmente independentes da sociedade maior, a SBOT. Por isso, decidiu-se mudar o nome da Sociedade Brasileira do Quadril para Comitê do Quadril, com uma diretoria totalmente independente quanto às suas atividades científicas e burocráticas, mas que poderia ser questionada ou mesmo dissolvida diante de fatos considerados graves pela tão somente convocação da Assembleia Geral. A SBOT não perderia a sua supremacia de sociedade-mãe e teria, para evitar possíveis abusos principalmente quanto à continuidade de alguns membros em postos de mando, o controle do Comitê através da mais democrática das suas reuniões, que era e continua sendo a sua Assembleia Geral.